ESTIMADOS
IRMÃOS:
Há largas investidas
dos planos sombrios sobre os trabalhadores da causa do bem.
Temos percebido,
inclusive, que as passagens que oportunizam o avanço das hostes
votadas à provocação do desequilíbrio e da desarmonia são abertas
pelo comportamento daqueles que deveriam ser as sentinelas a
lhes impedirem os avanços.
Em tempo algum,
os ensinamentos do Mestre Jesus tiveram tantos arautos devotados.
Em nenhuma época da humanidade, os semeadores da luz multiplicaram-se
com tamanho vigor. Nenhum tempo viu florescer tantos trabalhadores
para a faina de disseminação dos valores do amor, da paz, do
esclarecimento e do bem. No entanto, esta eclosão de tarefas
nobres tem suscitado nos que ainda não se aperceberam do verdadeiro
significado da vida, reações de ódio e contrariedades sem conta.
Quem anela viver
na sombra, combate visceralmente a luz. Quem se acostuma ao
vazio e à inoperância, combate tenazmente o labor construtivo.
Quem se demora
na retaguarda, envida todos os esforços para deter os passos
dos que avançam na senda do progresso.
Portanto, estimados
irmãos, é necessário compactar a caravana, fortalecer os flancos,
na marcha, reforçando a prudência na vigilância das nossas fileiras.
Só assim os combatentes do Cristo serão invencíveis e ultrapassarão
as ciladas que contra eles se apresentem.
Não esqueçamos,
cada um é responsável pela firmeza do feixe, é o ponto de equilíbrio
do grupamento que defende.
Por vezes, é
necessário ter a sutileza dos batedores para perceber as armadilhas
postadas ao longo de estradas que parecem seguras. Doutras vezes,
é preciso ter o concurso dos observadores atentos, capazes de
identificar movimentos ao longe, que visam minar as fortalezas
do trabalho e da luta, no afã de espalhar a boa semente.
Urge se apresentem
os embaixadores do Mestre para as negociações que trazem sutilezas
veladas, destinadas às infiltrações nefastas nos arraiais cristãos,
onde buscarão proliferar para confundir e provocar discórdias.
Estais atentos
à senha dos verdadeiros defensores da moral cristã, que são
aqueles que a praticam, reconhecidos pelo sinal inconfundível
que o Nazareno lhes imprimiu na fronte: o muito que são capazes
de amar.
A estes, e só
a estes, dirigiremos nossos esforços, tributaremos o nosso concurso
fraterno, e a estes seremos solidários.
Assim, seremos
fortes e preservaremos na labuta, os que verdadeiramente cumprirem
as estratégias traçadas pelo Rei dos Reis.