SEM
DESÂNIMO
Se
você deixou de trabalhar, entrando em desânimo,
examine o tráfego numa rua simples.
Ônibus,
automóveis, caminhões, ambulâncias e viaturas
diversas passam em graus de velocidade diferente, cumprindo
as tarefas que lhes forma assinaladas.
Nenhum
veículo segue sem objetivo e sem direção.
Observe,
porém, o carro parado, fora da pista.
Além
de constituir uma tentação para malfeitores e
um perigo no trânsito, é também um peso
morto na economia geral, porquanto foge do bem que lhe cabe
fazer.
Entretanto,
se o dono resolve recuperá-lo, aparecem, de pronto, motoristas
abnegados, que se empenham a socorrê-lo.
Considera
a lição e não gaste o seu tempo, acalentando
enguiços na própria alma, que farão de
você um trambolho para os corações queridos
que lhe partilham a marcha.
Qual
acontece ao veículo mais singelo, você pode perfeitamente
auxiliar nos caminhos da vida, arrancar um companheiro dessa
ou daquela dificuldade, carregar um doente, transportar uma
carta confortadora, entregar um remédio ou distribuir
alimento.
Se
você quiser, realmente, largar o cantinho da inércia,
rogue amparo aos Espíritos Benevolentes e Sábios
que funcionam, caridosamente, na condição de mecânicos
da Providência Divina, e eles colocarão você,
mas para que isso aconteça, é preciso, antes de
tudo, que você pense em servir, dispondo-se a começar.
ANDRÉ
LUIZ